As coisas vão melhorar

Hoje pela manhã ao conferir meus e-mails entrei na lista do GUDDS! e abri sem querer um e-mail do querido Daniel Arruda, sem querer porque era uma mensagem sem assunto que eu normalmente não leria… E pra minha grande surpresa me deparei com uma reportagem do G1 sobre o dia dos pais (que é amanhã) e filhos homossexuais:

“Pais de homossexuais falam do amor e das lições de respeito mútuo”

Essa reportagem do G1 me tocou especialmente porque tem uma pessoa que amo muito que está passando possivelmente por um dos momentos mais complicados de sua vida, que é justamente o de se assumir enquanto gay para a família.

Um comentário do pai do Daniel Arruda na reportagem mexeu muito comigo:

“Nenhum pai educa o filho para que ele seja assim [homossexual]. No início eu me sentia culpado”, diz.

Acho que TODO homossexual quando se assume para a família ouve isso (e se ouvisse só isso estava óteeemo, não é?). Deve ser a frase padrão que já vem gravada no HD dos pais caso a homossexualidade ‘aconteça’ na vida de seus filhos.

Meu pai falou durante muito tempo que eu só sou lésbica porque a minha mãe não tinha me educado direito….

Eu não tenho conhecimento suficiente para dizer porque é que alguém é gay ou heterossexual. E acho que a ciência nunca vai conseguir explicar isso. Se ambiente, se é genético ou o que quer que seja.

E sinceramente, isso pouco me interessa.

É fato que os animais humanos se relacionam sexualmente com outros do mesmo sexo. E é fato também que em função disso algumas pessoas sofrem cotidianamente o peso de serem quem são. Como contei no post anterior me descobrir lésbica não foi um processo fácil. Até um ano atrás eu ficava indignada por ser chamada de sapatão na rua. E meu, eu sou sapatão. Me chamar de sapatão não deveria ser algo que me doesse. Mas eu só entendi isso depois de muito tempo, muita conversa e carinho de meus amigos.

Eu pesquiso homossexualidade e homofobia no direito há aproximadamente 5anos. E foi justamente o fato de sofrer homofobia que me levou a pesquisar o assunto.

Eu sou a favor da criminalização da homofobia, luto por direitos civis iguais para LGBTs. Me considero militante dos Direitos Humanos. E participo do GUDDS!.

Mas hoje eu não vim subir no meu banquinho e gritar no meu megafone (como o Milk fazia) por direitos civis. Hoje eu vim falar sobre a pior efeito da homofobia na vida de uma pessoa e que talvez você que taí lendo meu blog possa diminuir a intensidade da homofobia na vida de um amigo seu. Na vida de alguém que você ama.

Eu já sofri muita coisa nessa vida. E esse ano mesmo, estava no carro com minha namorada e dois garotos de uns 15 anos que passavam na rua jogaram pedra no meu carro e nos xingaram.

É assustador, não é? Se eu estivesse fora do carro, será que eles teriam jogado pedra em nós do mesmo jeito? Não sei. Talvez. Fiquei pensando nisso por muito tempo.

Ter medo de ser agredido na rua, por desconhecidos é uma grande preocupação de muitos LGBTs. De todos, ouso arriscar. Mas não tem agressão pior do que sofrer rejeição daqueles que a gente ama, daqueles que a gente gosta. Essa agressão, a gente não esquece nunca. É marca indelével que o tempo não apaga.

Eu tenho consciência de que meus textos, infelizmente, não chegam a quem eu gostaria que chegassem. Eu gostaria que pais de LGBTs lessem alguns posts meus, o último que escrevi e este especialmente. Mas como não posso falar diretamente com eles. Resolvi escrever pra você que é gay e pra você que tem um amigo gay.

Sair do armário não é fácil pra ninguém. Não foi pra mim e não é pra muitos. A gente tem que lidar com os próprios preconceitos, com os preconceitos dos nossos pais, temos que entender nosso tempo e o tempo deles. Temos que lidar ainda com o mundo ao nosso redor, fora da nossa casa. E é um processo muito doloroso. Tem quem não agüente. Eu pensei em cometer suicido uma dúzia de vezes nesses 25anos de vida. Em alguns dias da minha adolescência eu ia dormir e rezava pra deus me levar dessa. Que eu não dava conta mais. Chorar não adiantava. Eu era uma aberração, me sentenciaram algumas vezes. E eu acreditei nisso. O que me segurou várias das vezes que pensei em cometer suicídio foram meus amigos. Não foi minha família que me segurou, nossa relação era bem ruim. Foi o carinho dos meus amigos que refreou essa vontade louca de dar cabo a própria vida. Eu pensei que por eles valia a pena esperar mais um dia.

E agora, depois de muito tempo eu posso dizer com certeza que valeu a pena agüentar o tranco que a vida por vezes me deu, porque as coisas melhoraram e melhoram todos os dias. A relação com meus pais, a relação comigo e com o mundo melhorou e muito.

Eu sei que não é fácil bancar aquilo que somos. Quem somos. Mas nunca é, não é?

E eu posso dizer com toda a honestidade e consciência do mundo que eu só sou essa pessoa que eu sou hoje por causa da minha homossexualidade e de tudo o que eu passei pra chegar até aqui. A filha, a irmã, a amiga, a companheira, a namorada, a advogada, a militante, as várias mulheres que me compõe são fruto de todo esse processo.

Já me perguntaram que se caso eu pudesse escolher se eu escolheria não ser lésbica. E posso dizer categoricamente, eu tenho orgulho de ser a mulher lésbica que eu sou hoje.

Luto pra viver num mundo sem homofobia e em que a orientação sexual não seja de nenhuma maneira um modo de limitação da personalidade humana.

Então, esse post foi só pra te dizer, que se você ta passando por um momento desses na sua vida. Agüenta firme ai, vai passar. Parece banal dizer isso, mas vai passar. Eu te prometo. Não desiste, por favor. Eu sei que quando a gente passa por isso parece que não vai acabar nunca. Mas eu posso te garantir que passa, e por mais que doa e vai passar. E isso talvez te faça mais forte. Não que a gente precisasse disso pra ser mais forte….

E você pai, mãe, irmão ou amigo que tem alguém passando por isso. Por favor, faça com que essa pessoa se sinta especial e amada. Porque é única coisa que ela precisa de você nesse momento. Aceitação e amor.

—-

Pra você que é pai de um homossexual e amanhã vai passar brigado com seu filho, eu estou aqui torcendo pra você se tocar que esse ser que você colocou no mundo só quer ser aceito por você e amado por você.

O fofo do pai do Daniel Arruda percebeu isso a tempo: “Se os pais não estiverem ao lado dos filhos, quem estará? Ele é uma pedra preciosa para mim”

Deixo aqui um vídeo-depoimento da Edith Modesto do Grupo de Pais de Homossexuais:

—–

Pra você que é LGBT e tá passando por isso te deixo uns vídeos do projeto It Gets Better e do Eu não gosto dos meninos. Pra você ver que eu não tou falando besteira. As coisas vão melhor sim!

22 Respostas para “As coisas vão melhorar

  1. Vai passar. Sempre passa. Engraçado como as pessoas acabam sempre na mesma vaibe. Ainda esta semana falei pra uma das pessoas mais queridas que tenho, que a gente leva a vida que pode, que consegue, e não a que sonhou, idealizou, a que gostaria. Entrar em contato com essa realidade por vezes é doído, mas quando a gente se equilibra dentro dela é muito gratificante.

    Beijo enorme, lindo texto!

  2. Pingback: Gay? Eu? | InQuIeTuDiNe·

  3. Ler alguém se dizer “militante de direitos humanos” é um alento, uma felicidade muito grande mim. Eu sou branco, homem e heterossexual, mas não há um dia em que essa sociedade racista, machista e hetero-normativa não me magoe. Passei um tempo maravilhoso e emocionante com o seu texto e os vídeos. Te agradeço muito por ele. Receba toda a minha solidariedade… e mais um beijo.

  4. Érika, li seus dois últimos textos e estou emocionada com eles até agora. Confesso que nunca tinha visto seu blog, mas estou encantada com os textos. Parabéns não só pela escrita clara e tocante, mas pela coragem que você tem de enfrentar essa vida que nem sempre é fácil!

    Beijos

  5. Érika, fiquei emocionada com os dois post.
    1- Não passei pelos mesmo aperreios que vocÊ passou com a sua a família, e até certo ponto foi muito light a aceitação da minha mãe em relação ao que aconteceu com você, porém a “decepção” que causa a eles e que me foi falada sempre nos magoa. Decepcionar aqueles que amamos é doloroso demais;
    2- Por Ter passado tudo o que passou se tornou militante. Também segui um caminho diferente. Quando me descobri já era militante e isso fez me aceitar e aceitar o mundo de forma mais fácil, mas a sua perseverança fez você dominar seus medos e lutar por aquilo que acredita, lutar pelo direito por amplas liberdades democráticas a nós LGBT’s. Dessa forma, reafirmo todos os dias o que Marx já dizia sobre o poder de mutação das pessoas, por isso não deixo de acreditar nelas.

    Bom, essas são minha sinceras palavras. Gostaria de lhe conhecer e trocar figurinhas sobre militância.

    Abraços e muitas lutas e vitórias pela frente!

  6. Érika, querida, nunca pensei que você tivesse passado por tanto sofrimento. Seus posts me chocaram e me emocionaram demais. E me deram mais orgulho ainda de ser sua amiga.

  7. Lindo, Érika. Quando era adolescente sofri junto com amigos e familiares gays…nunca entendi porque as pessoas os rejeitavam tanto. Eu acreditava que o mundo ia mudar e que as pessoas iam se aceitar como são, mas confesso q acho que está piorando. Mas, a luta continua! Textos como os seus, ajudam e muito!

  8. Se considerar a sensação que tenho por estar no “amário” até hoje, aos 25 anos, talvez fosse mais adequado dizer que ainda estou no caixão.
    Nunca tive traços em meu comportamento que de alguma forma denunciassem a minha condição sexual. Por isso, na cabeça de todo mundo, é inconcebível a idéia de que eu seja gay. As garotas me assediam e os rapazes falam das “meninas” pra mim como se o meu interesse por elas fosse igual ao deles.
    Às vezes penso que seria preferível ser “afeminado”. Talvez assim a minha homossexualidade fosse algo do qual nem eu e nem a minha família pudesse fugir. Seríamos confrontados com a realidade e teríamos que aprender a conviver com ela.
    Mas estou numa condição ilusoriamente cômoda e sem coragem de abandoná-la, sobretudo pelo medo de que a boa relação que tenho hoje com os meus pais e com a minha família de um modo geral, acabe tendo um trágico fim .
    Minha mãe, meu pai e meus amigos fazem piadas preconceituosas contra gay e apontam na rua aqueles que assumem ou que manifestam a sua condição homossexual. Porém, nem imaginam que na realidade estão apontando pra mim e que com aquelas piadas estão rindo de mim.
    Não consigo nem sonhar com possibilidade de contar a verdade. Namoro há 2 anos na “clandestinidade”. É muito triste esta situação.
    Parábens pela coragem, Érika.

  9. Chorei ao ler o texto.. estou chorando lendo outros textos seus. Acabei de publicar no meu twitter. Programei na conta que eu gerencio (@oteatromagico ) e espero que muitas e muitas pessoas leiam esse texto, espalhem e se espelhem em tudo que ele representa.

    Eu sempre falo isso para os meus amigos: AS COISAS VÃO MELHORAR! Sempre melhoram! É verdade! Parabéns e estarei de olho mais vezes por aqui.

  10. Nossa, como esses vídeos me fizeram chorar… li o texto por cima pq não tenho mta paciencia com textos grandes rs mas foi o suficiente pra mexer demais comigo, tanto que me fizeram assistir o vídeo..

    Eu ja fiquei com garotas e gosto e mto, mas sempre com essa maldita sombra de que to fazendo algo errado, sempre com o medo de apanhar na rua, de ser excluida pelas pessoas enfim… eram poucos os que sabiam, sempre rolava aquele medo, então, um dia uma namorada minha me levou pra igreja (católica) onde ela tinha feito um encontro de jovens, e lá encontrei um Deus lindo maravilhoso que disse q me amava independente de quem eu beijasse, mas com o tempo comecei a achar cada vez mais errado o que eu fazia então decidi lutar contra isso, evitava lugares, pessoas, programas de tv, enfim… cheguei a namorar um garoto, ficar com outros e não vou dizer q não gostei, mas mulher é diferente, nunca deixei de sentir atração por elas…

    De uns tempos pra cá (desde comecei a fazer terapia) pude ver o quando eu cansei de usar essa máscara de hétero, e resolvi retira-la…. não fiquei com nenhuma garota depois disso, mas parei de me cobrar cada vez q uma mulher me chama atenção… mas o problema é que hoje eu participo da igreja de uma forma bem mais ativa, e digamos que isso faz uma bagunça imensa dentro de mim… não vou nem tentar explicar pq sei que não consigo. Sei que durante minhas orações Deus vem me dizer q me ama independente da minha “opção” sexual, mas e o medo dos olhares, medo de perder pessoas que amo, mdo de ser julgada e tudo o mais.

    Eu quero fazer parte de uma igreja que me acolha como eu sou, mesmo que não concorde com a forma que eu viva! Eu até entendo o lado da igreja, de verdade, não faço questão que eles digam q eu to certa, só queria q eles não me olhassem de cima abaixo como alguns fizeram logo q comecei a frequntar lá e alguns sabiam q eu namorava uma garota…

    Não vou negar, tenho medo de contar pros meus amigos da igreja (q não são poucos) q eu quero viver assim, pelo menos por enquanto é isso que quero… tb tenho medo de contar pros meus pais que “voltei” a gostar de mulheres, pq por mais q eles aceitassem a minha opção a anos atras é visivel que eles ficam mto mais contentes eu sendo hétero… mto complicado isso… mto…

    Aff deixa eu parar de escrever se não num paro de chorar rs mas é isso… mais um desabafo do que qualquer outra coisa…

    Obrigada pelo post, pois ele me mostrou o quanto eu ainda tenho medo disso tudo e que por mais q ainda me sinta mto só nessa luta, eu estou ligada a cada pessoa que vive essa luta tb!

    Flw

  11. Oi…Sabe,eu acredito muito em destino…E foi exatamente ele que me fez parar aqui…
    Uma conhecida minha compartilhou o link desse texto no facebook e resolvi ler…
    E me fez muito bem…
    Tô passando por essa fase de auto-aceitação conjugada com contar con a família…
    Muito obrigado,de verdade…
    Seu texto me fez refletir e renovou minhas esperanças…
    Ah,agora virarei frequentador assíduo da sua página tá…=D

  12. Porque seu texto me emocionou vou contar aqui algo mto pessoal. A crença de que “as coisas iam melhorar” também me manteve viva. E de fato, as coisas melhoraram. Não sou gay, mas sei o quanto os diferentes sofrem. Talvez por isto sinta tanta empatia pelos gays, negros, enfim, minorias. Fico mto feliz q vc tbem tenha sobrevivido e q esteja bem agora. E que tdos q não são aceitos pela família, possam sempre contar c o apoio dos amigos. “Eles são a família q nós escolhemos”. Fora isto, precisamos lembrar q não estamos sozinhos. Q a cada dia pessoas defendem a msma bandeira e ainda q não sejam amigas, conhecidas, nao deixam de ser apoiadoras umas das outras. Ninguém aqui está sozinho! Por mais dura q seja a realidade. Por mais q desejem nos humilhar, nos machucar, não podemos perder o foco de q somos queridos e admirados por um montão de gente. Um abraço forte e afetuoso a todos. Luciana

  13. Tenho três filhos, 2 homens e 1a mulher e sendo mãe, não consigo entender que pais não aceitem seus filhos. Eu teria sim problema se tivesse filhos homofóbicos, desvio de caráter sim, me preocupa. Por mais que pense a respeito, cheguei a conclusão de que não vou entender nunca. Até entendo a preocupação, o medo da violência gratuita, mas de resto acho muita prepotência pais acharem que podem influir na sexualidade de filho. ACORDA MINHA GENTE, brevemente seremos todos bi.kkkkkkk (a velharada se mordendo)

  14. Pingback: O cheiro do armário ou notas sobre orgulho | InQuIeTuDiNe·

  15. Parabens! excelente texto.

    Eu estranhamente passei algo semelhante e ainda sou motivo de riso da minha familia por ser ateu. Preconceito é algo muuuiito foda, eu mesmo enquanto crente era sim homofobico mas sempre pensei “não esta dando o meu então porque me preocupar ?” mas via que mesmo este pensamento egoísta e de uma homofobia leve (nunca xinguei um gay) não era partilhado pela minha família que sempre manifestava sua a homofobia de forma descarada e agressiva.

    Como fui distanciando da igreja e depois da crença em algo superior estudando biologia, astronomia e socio/filosofia minha mente foi se abrindo de tal modo que hoje me interesso muito sobre o assunto e sempre que algum tipo de conversa preconceituosa começa eu já corto pela raiz dizendo que os homossexuais tem tanto direto quanto os homofóbicos e que enfia no cú os mandamento divinos “morais” que ela acredita. Isso deu tão certo que já faz bastante tempo que não escuto mais nenhum comentário sobre homossexual quando estou perto, mesmo da minha família porque eu SEMPRE discuto sobre.

    Nunca achei que seria o S do LGBTs rs mas sim sou muito simpatizante a causa mesmo sendo hetero e não entendendo como um homem pode achar outro ser cabeludo bonito e deixar de lado um objeto de tesão e admiração como o corpo feminino eu irei lutar e sempre lutarei pra defender este mesmo homem de gostar do que ele quiser.

    Abraço e força!

    ps: Existe um comentário aqui de uma pessoa que foi a igreja e entendeu que Deus a ama. Acho que está pessoa conseguiu a proeza de mudar o significado deste versículo:

    “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.”

    Acredite, o principal motivo de existir homofobia em todo o mundo é a religião, homossexual teista é só um tantinho assim contraditório.

  16. Érika! Miguxa! Só hoje que vi que você falou de mim e do meu pai aqui! Ele é mesmo um fofo e me orgulho muito de ter um pai que, sem isso que chamam de instrução formal, é um cara que dá aula de abertura pra vida! As coisas não foram fáceis, nem pra mim nem pra ele… mas elas melhoraram sim! E vão melhorar pra quem tá lendo a gente agora também! Eu tenho certeza disso! Parabéns pelos seus posts! Somos GUDDS! e fico feliz por partilhar disso com você!

  17. eu sou gay e não considero , que isso possa melhorar, vai mudar , você provavelmente, ira encontrar alguem que te acompanhe pela vida , mas isso nunca melhora, sempre averá violencia, maus tratos, e eu realmente duvido que alguma mãe aceite isso, ela pode até se acostumar mas nunca aceitar. como diz o ditado, burro não amança acostuma!

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