InQuIeTuDiNe

fevereiro 6, 2010 · 6 Comentários

Nós estávamos tomando café da manhã e minha mãe veio com um papo sobre meu irmão mais novo:

Mãe – Seu irmão passou naquela prova especial que ele pegou, mas a prof. Fez um terrorismo básico de que eu preciso tirar o vídeo game, o computador, a TV e o cel dele. Eu não concordo, ele tem que aprender a lidar com essas coisas e ainda ir bem na escola.

Eu – E como vc espera que ele faça isso?!

Mãe – Ele é muito criança ainda, vai aprender.

Eu – Mãe, ele não tem limites, está insuportável, enche o saco de todo mundo, nem a empregada suporta esse menino.

Mãe – Vc também era insuportável, aliás, é ainda! Mas sua infância foi diferente, vc andava de carrinho de rolimã, jogava bola na rua, soltava pipa, subia em árvore, ficava toda ralada, parecia um animalzinho…  Seu irmão, seu irmão é criado feito moça! Seu pai não deixa o menino ficar na rua.

Eu – Se ele é criado feito moça, eu fui criada como?

Mão – Feito macho!

Ainda no café da manhã, mas a conversa era sobre BBB

Mãe – Vc viu o paredão?

Eu – Não, eu estava no bar…

Mãe – O Alex ta no paredão e se ele não sair dessa vez vai ficar mais chato do que já é!

Eu – Ele é insuportável, tem mais é que sair mesmo. Acho que sai….

Mãe – Não sei. Mas o que vc esperava de um advogado???

Eu – Como assim??

Mãe – Ele ta na profissão certa, advogados são assim, insuportáveis! Acham que são os melhores, e esse cara ele defende bandido na porta de cadeia, não dava pra esperar coisa melhor dele. E vc não pode falar muito pq ta igualzinha ao resto da sua classe, individualista, competitiva e nem se formou ainda.

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waiting for the night

fevereiro 2, 2010 · 3 Comentários

Foi bem estranho entrar no orkut depois de muito tempo e encontrar um pedido de amizade de um menino que eu não via há muito tempo. Da última vez que o vi ele tinha uns 10anos, era um pirralho que soltava pipa comigo na praia no fim da tarde. Pirralho que adorava me encher o saco às vezes. E agora fuçando no orkut descobri que ele passou na UFMG, 18º em odonto… Legal pra caralho!  E eu tou ficando velha, vou me formar no fim do ano, bateu uma frustração do caralho por não ter tentado transferência pra federal ou ter feito outro vestibular… Eu nunca quis fazer PUC… Daí conheci pessoas legais na PUC e parei de pensar na federal, me acomodei, sei lá…. E agora tou frustrada? Tou com medo da formatura que tá cada dia mais próxima… Não sei o que quero da vida e o que vou fazer… E eu não fiz estágio, não sei bulhufas dessa rotina da advocacia, nem sei se quero advogar… mas quando tou no SAJ da PUC penso muito nisso… Fiz pesquisa, duas, publicaram meu artigo, fui monitora de penal, mas eae? não sei se quero dar aula, não sei se tenho jeito pra isso…. Não sei se quero concurso público… Tou na fase do ‘eu não sei’… E agora josé??? E sempre tem um prof. no primeiro dia de aula pra te dar sermão e te lembrar que vc deveria ter ido menos aos bares e estudado mais… se comprometido mais… E a formatura é em dezembro, que pra mim parece mês que vem… e eu tenho essa impressão de que não aproveitei o máximo e tou com medo do futuro…  Érika, para onde?

    José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Drummond

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Madame Satã

janeiro 25, 2010 · Deixe um comentário

Gosto dessa cena em que um cara grita com ele: VEADO!!

Madame Satã: EU SOU BICHA PORQUE EU QUERO E NÃO DEIXO DE SER HOMEM POR CAUSA DISSO, NÃO!!!!

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De ontem em diante serei o que sou no instante agora

janeiro 21, 2010 · 1 Comentário

De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa… da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro…
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem

O Teatro Mágico

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Estudos identificam origens da homofobia e retratam história do preconceito no Brasil

novembro 28, 2009 · Deixe um comentário

Igor Costoli

Especial para O Tempo

Você pode já ter ouvido esta frase: “Prefiro filho ladrão a ter filho gay”. O que você não imagina é que esse pensamento é mais antigo do que parece, e que sua origem é reveladora. “Isso vem do Brasil Colônia, quando havia o crime de sodomia. Enquanto o ladrão respondia sozinho por sua pena, os familiares do sodomita também eram punidos e perdiam todos os seus pertences”, explica a pesquisadora Érika Pretes.A descoberta foi feita quando Érika produziu o estudo ‘História da Criminalização da Homossexualidade no Brasil: da Sodomia ao Homossexualismo’. Nesse trabalho, foi verificada a atuação de instituições como o Estado e a Igreja na criação e perpetuação de discursos e práticas homofóbicas.

Inicialmente, a relação sexual ente pessoas do mesmo sexo era tida como pecado-delito. Segundo o orientador da pesquisa, o professor Túlio Vianna, quando a homossexualidade deixou de ser crime, houve apenas a substituição de uma forma de preconceito por outra, e o preconceito em forma de lei passava agora a vir sob forma de falsa análise médico-científica.

“As relações foram encaradas como um desvio biológico da sexualidade humana. A ciência buscava se distanciar da imagem criminalizada e pecadora produzindo denominações, daí surge o termo homossexualismo”, conta Érika. Para Vianna, a mudança parecia falsamente progressista, e não mudou em nada o preconceito. “Os homossexuais continuavam sendo discriminados, e passaram a ser tratados à força”, explica o professor.

Assim, ambos verificaram a homofobia como efeito de uma construção secular. “São preconceitos que foram criados, impostos e mantidos pela sociedade. E isso pode e deve ser mudado”, afirma Érika. O trabalho foi publicado pela Editora PUC Minas este ano, e valeu a Érika uma bolsa CNPQ para desenvolvimento de nova pesquisa, sobre a criminalização da homofobia, atualmente em andamento.

Atualmente em análise no Senado, Érika espera poder contribuir com a discussão. “Há senadores que falam em tratar os gays, um discurso do século XVIII que continua influenciando decisões do Estado. Nosso projeto quer demonstrar como a homofobia é uma demonstração de ódio danosa para a sociedade e que deve ser combatida pelo Estado, porque ela inviabiliza a inserção do cidadão na sociedade”, afirma.

Publicado em: 28/11/2009 no jornal “O Tempo”

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1494&IdCanal=4&IdSubCanal=33&IdNoticia=127807&IdTipoNoticia=1

O trabalho completo sobre a ” A história da criminalização da homossexualidade no Brasil: da sodomia ao homossexualismo” pode ser visualizado em: http://www.tuliovianna.org/index.php?option=com_docman&task=doc_details&gid=66&Itemid=72

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A tolerância é indiferença

novembro 7, 2009 · 5 Comentários

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Ontem fui convidada pelo professor Alexandre Teixeira para assistir a uma palestra que o professor Carlos Drawin da UFMG iria proferir sobre “Visões do Outro” no II Seminário de Direito à Diferença, organizado pela Sociedade Inclusiva. Gostaria de fazer aqui algumas reflexões sobre a palestra e ligações com o movimento LGBTT. São apenas considerações de uma estudante de direito que não entende muito de filosofia e sociologia , mas que quer participar da construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

O prof. Drawin ressaltou que nossa sociedade esta acometida de uma esquizofrenia que impede a conquista do direito à diferença. O primeiro sintoma desta esquizofrenia é o risco do subjetivismo sociológico que acomete os movimentos sociais e tem sido a causa, muita vez, da estagnação da luta por certos direitos. Caindo num estado fetichista ou relativista utópico que tem ojeriza pela incorporação jurídica (e até mesmo política) de certas reivindicações sociais. O que me parece reflexo do processo de despolitização…

( e aqui é um ponto interessante na questão da criminalização da homofobia, uma parte da militância LGBTT ( parte da acadêmica que se encontra geograficamente inserida nas fafichs do Brasil) não acredita que a criminalização seja realmente necessária, militância que cai nesse subjetivismo idealista que é alheio as conquistas jurídicas. )

Para Drawin a militância não pode se esquecer que a incorporação jurídica destas reivindicações é muito importante porque o ser humano não consegue se colocar no lugar do outro, faz-se necessário a instrumentalização jurídica para correção dessas falhas. Exemplo dado pelo professor foi a criminalização do racismo. Há três décadas atrás determinado clube belo horizontino não permitia a entrada de negros em suas instalações e isso era ponto pacífico para a sociedade da época.

Quanto aos LGBTT parece normal para a sociedade, provinciana na qual estamos inseridos, que estes se mantenham reclusos em guetos (bares e buatchis LGBTT); que mantenham sua orientação sexual no campo do privado e que não expressem sua orientação sexual em público através de demonstrações de afeto. Ou, que simplesmente não demonstrem a sua própria existência.

O segundo sintoma apontado por Drawin é o formalismo jurídico, este acomete principalmente o teórico do Direito (não é operador do direito, o Direito não é máquina!!!) que se mantém alheio a realidade que o cerca. Direito ainda entendido como doutrina, autoridade pela autoridade, dogma, direito como crença unilateral imposto pela força física (política e econômica…). Direito pelo Direito, que se basta por si só. Direito que tem sua única expressão na sanção.

Subjetivismo sociológico ou relativismo utópico emperrando os movimentos sociais de um lado e o formalismo jurídico que barra a construção de uma pretensa ordem jurídica justa de outro (e não entremos na questão de se existe ou não) são os sintomas de uma sociedade assolada pelo individualismo, pela diferença pura.

Para Drawin a tolerância é apenas um nome bonitinho que se dá para a indiferença. Eu tolero o outro porque somos essencialmente diferentes. O heterossexual que tolera o homossexual desde que ele continue no gueto, que não expresse publicamente sua orientação sexual perto das criancinhas. Tolerância, indiferença que não permite que o outro exerça poder.

Drawin aponta como saída desse estado esquizofrênico o processo dialético que deve existir entre o movimento social e o teórico do direito na construção, desconstrução e reconstrução do direito e da realidade.

A palestra do professor Drawin me fez pensar bastante nas dificuldades da aprovação de projetos que criminalizem as expressões de ódio como a homofobia, racismo, xenofobia, antisemitismo e a misoginia… Parte dos teóricos e de pessoas dos movimentos sociais que deslegitimam as conquistas jurídicas (tais como a criminalização do racismo e a lei Maria da Penha) parecem estar absortas nesse subjetivismo ou relativismo utópico e acreditam numa alteridade que é capaz de auto resolver os conflitos sociais.

Me fez refletir ainda sobre a dificuldade do teórico de sair dessa dimensão exclusivamente positivista do Direito e perceber as demandas da sociedade. E se perceber como construtor do Direito e da realidade e não um mero reprodutor de legalismos, um vinculado as súmulas, um engessado do direito e não um teórico.

A brilhante palestra do professor Drawin me fez refletir o árduo caminho que pretendo trilhar. Porém, um caminho que me faz crescer como teórica (sic) e como ser humano. Gostaria que mais palestras como essa fossem realizadas em Belo Horizonte e que meus colegas pudessem compreender o quão enriquecedor palestras assim podem ser.

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Futebol e homofobia

julho 23, 2009 · 4 Comentários

Na quinta-feira, 16 de julho, o Mineirão foi palco de mais um vergonhoso caso de homofobia no futebol brasileiro. Com a entrada em campo do jogador do São Paulo Richarlyson a torcida do Atlético MG passou a chamar o jogador de ‘bicha’ em todos os lances ou faltas em que ele se envolvia.

Fiz uma pesquisa na internet sobre o acontecimento e não encontrei nenhum artigo em sites especializados em futebol, nada foi publicado sobre o acontecimento. Como bem disse no twitter o professor Túlio Vianna:

RT @tuliovianna A mídia esportiva no Brasil rejeita o racismo, tolera a homofobia e incentiva a xenofobia.

Quando o lateral do Cruzeiro Elicarlos acusou o atacante Maxi López de racismo durante a partida da semifinal da Taça da Libertadores da América a mídia esportiva logo repudiou a atitude racista do jogador Gremista. Entretanto, preferiu se omitir em relação a agressão homofóbica sofrida pelo jogador Richarlyson.

Não é primeira vez que o jogador é alvo de agressões homofóbicas por parte de torcidas.  Torcedores santistas colocaram na arquibancada do estádio da Vila Belmiro, no dia 01/06/09, duas faixas homofóbicas em referência ao jogador Richarlyson e aos torcedores do São Paulo.

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“Sampaulinos , o Ricky não é gay, ele faz tipo para agradar vocês”

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“Vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos passar batom”

Ao contrário do racismo, a homofobia ainda não constitui crime, no Brasil. Atualmente está em tramitação no congresso um projeto de lei (PLC 122/2006) que pretende criminalizar a homofobia, definindo os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

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Camisetas (2)

julho 2, 2009 · 8 Comentários

CONFESSO!!! Eu tenho um vício. Sou viciada em camisetas. Acho que não é novidade pra ninguém, pq já falei várias vezes no twitter sobre isso e em abril eu havia feito um post sobre camisetas (se vc tá lendo esse post já deve saber disso), na época, contava com 15 peças. Agora, cerca de 3 meses depois, tenho 25 camisetas. Das estamparias ; Camiseteria, Nonsense, SambaClub e Conto do Vigário.

A idéia deste post surgiu quando a blogueira Tina Lopes me perguntou no twitter qual dessas marcas tinha a melhor qualidade. Daí resolvi fazer uma espécie de review pra pessoas que querem comprar camisetas legais na internet . Vou falar das minhas impressões como cliente .

Vamos lá:

Camiseteria

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Um diferencial da Camiseteria é que suas estampas são criadas e escolhidas por usuários do site! O catálogo da marca possui 116 estampas, e uma grande variedade de cores. A malha utilizada na confecção das camisetas é de ótima qualidade. Particularmente gosto muito das camisas vintage, elas tem um efeito muito legal. Ah, e as meninas ainda tem a opção de comprar batas, que são muito bonitas, não faz meu estilo, mas são muito bonitas. O bacana da Camiseteria é que praticamente todo mês tem uma promoção, no dia dos namorados  foi disponibilizado um cupom-desconto de 60%! E no último domingo, que foi o dia internacional do orgulho gay o cupom-desconto foi de 25%! Se você já comprou alguma camiseta e postar sua foto com ela ganha R$2,00 em créditos para futuras compras. E comprando a partir de R$80 você não paga o frete!

Faixa de preço: a partir de R$55

Quanto as formas de pagamento, eles aceitam cartão Visa, Mastercard, Diners. Dá pagar ainda por Boleto ou débito online pelo Itaú. Faltou ter Bradesco, né? Meu banco!!! rs… Quanto a entrega, é super rápida. Minha última compra chegou em 24horas depois de postada.

Ah, e a loja “Alegoria” revende Camiseteria.

Conto do Vigário

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A Conto do Vigário é uma estamparia de Londrina, suas estampas tem referências nos filmes, na música, fotografia e artes plásticas. As camisetas são confeccionadas com malha fio 30 penteado de primeira qualidade, malhas menegotti. São ótimas mesmo, adoro a malha das minhas blusas da Conto do Vigário, minha primeira blusa deles comprei na loja “Yes Please!” na savassi em Belo Horizonte. As estampas são muito legais!

Quanto a forma de pagamento, eles utilizam o PagSeguro, que é muito legal pq temos muitas opções de pagamento, cartões Visa, Mastercard, Diners, American Express, Hipercard e até Aura! Débito Online do Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Unibanco, Real! Dá pra pagar também por Boleto.

Quanto a forma de envio, dá pra pedir por sedex ou encomenda normal! Foda é ter que pagar o frete, mas as camisas são bem baratas em relação a outras marcas, então compensa.

Faixa de preço: a partir de R$20

Ah! E a Conto do Vigário está trabalhando com uns moletons muito legais! Tou querendo comprar esse aqui ó:

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Nonsense

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Sou uma entusiasta da Nonsense, suas estampas são muito criativas e irreverentes, essa imagem do “Gizmo” que ilustra o post é uma das minhas favoritas! (tenho duas!!!) A maioria de suas 267 estampas tem influências de produções cinematográficas, e diferem de outras estamparias que também se baseiam em filmes justamente por fugir do senso comum. A malha utilizada é de boa qualidade, as camisas são confeccionadas em algodão fio 30. E um diferencial da Nonsense é fato de se poder escolher a cor da camiseta em algumas estampas.

Quanto as formas de pagamento, se for no boleto vc ganha 20% de desconto! Só no pagamento por boleto é que tem esse desconto! Eles aceitam ainda, cartões Visa, Mastercard, Diners e American Express. Eles não possuem a opção pra pagamento por Débito online. Fail!

Faixa de preço: Femininas R$54 e Masculinas R$64

Pra quem mora em São Paulo eles tem 4lojas. Em Belo Horizonte a “Yes Please!” revende.

SambaClub

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É um pouco difícil definir quais são as influências dessa marca, tem muita coisa da internet e de tecnologia e tem a linha e-co, que também é muito legal. A malharia utilizada pela SambaClub é a melhor que eu já vesti, 100% algodão, super macia, uma delícia de usar! Gosto muito das estampas pq são bem criativas! A camiseta da SambaClub tem também um dos melhores acabamentos que já vi, vale muito a pena. São muito bem acabadas, o tecido é super gostoso e as estampas são muito legais.

Faixa de preço: Femininas R$40 e Masculinas R$45

Quanto a forma de pagamento, eles recebem cartões Visa, Mastercard, Diners e boleto. Não tem a possibilidade do Débito Online. Fail!

Em breve vou fazer um post sobre Chico Rei, Garagem Korova e El CAbriton

E ah, segundo a @losille:

@inquietudine presta atenção aqui ó: você NÃO precisa de mais uma camiseta =)about 5 hours ago from web in reply to inquietudine

Update:


@tinapontolopes: @inquietudine Você TEM que fazer um post mostrando todas as 25, isto é, 26 camisetas, plisplis.26 minutes ago from web in reply to inquietudine


Eu mato a cobra e mostro o pau! Minhas camisetas!  Faltam algumas, mami não lavou ainda, depois completo o álbum! :P

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No caminho com Maiakóvski

abril 9, 2009 · 6 Comentários

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“Ao custo de R$ 40 milhões, o governo do Rio vai construir muros no entorno de 11 favelas. O objetivo, segundo o Estado, é conter a expansão das moradias irregulares em áreas de vegetação. Todas as áreas escolhidas, no entanto, cresceram abaixo da média em comparação às demais comunidades. O projeto, inicialmente, será implantado apenas na zona sul, área nobre da cidade.” Fonte: Folha

A Aline do até aqui tudo bem escreveu um ótimo post sobre esse muro… E este post do poema do Eduardo da Costa é justamente em razão do post da aline. 

 

NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI

 

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas no tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo.
Por temor, aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita – MENTIRA!

 

EDUARDO ALVES DA COSTA
Niterói, RJ, 1936

Nota: Poema publicado no livro ‘Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século’, organizado por José Nêumanne Pinto, pag. 218.

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Camisetas

abril 8, 2009 · 8 Comentários

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Eu sou do tipo de pessoa que vai pra facul, pra buatchi, pra festa ou pro buteco de jeans, all star e camiseta. Minha mãe odeia, odeia mesmo! Pq eu não me visto como a mocinha dos sonhos dela e pq sempre saio de casa com o mesmo estilo de roupa. Eu não estou nem fudendo pra isso, minha ‘tática’ é ter o maior número de camisetas legais, irreverentes e interessantes pra nunca parecer que estou sempre do mesmo jeito. Mas pra minha mãe não adianta! ahhahha tou nem aí. Encontrei uns sites legais de camisetas e minha coleção só aumenta, tenho cerca de 15 camisetas com estampas legais.

Meus amigos adoram as minhas camisetas! Fazem o maior sucesso, já me pararam várias vezes na rua pra perguntar onde comprei blusa da “noiva cadáver”, ou da “fábrica de chocolates”. Pra quem só usa camiseta, jeans e all star o lance é inovar na escolha das estampas! E todas as marcas listadas abaixo possuem estampas irreverentes e interessantes!

Os melhores sites de camisetas que encontrei até agora, são; Camiseteria, Nonsense, Conto do Vigário, Samba Club, Chico Rei, Garagem Korova, El Cabriton, Jah é e Red Bug.

Já sou cliente do Camiseteria há quase dois anos, e tenho umas 7 camisetas da marca e posso garantir, são da melhor qualidade! As estampas são muito bacanas, e a malha é muito boa. Minha única reclamação é que algumas estampas não são feitas pra t-shirts apenas pra blusas, não é meu estilo, mas tá valendo, adoro o camiseteria assim mesmo.

 

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Minhas outras camisetas são da Nonsense e da Conto do Vigário, e assim como a Camiseteria a malha é de ótima qualidade e as estampas são muito legais. 

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Conto do Vigário – Willy Wonka

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Nonsense – Don’t accept candy from the stars

Comprei duas camisetas do Samba Club que devem chegar hj, estou ansiosíssima!!!! 

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Camisetas, eu adoro! 

 

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